terça-feira, 18 de julho de 2017

Uma espécie de lua de mel - Cinque Terre (parte II)

E cá estamos nós para o último post "italiano". Entretanto já se passou um mês desde que fizemos a viagem, mas a sensação que tenho é que foi há bem mais tempo. E no final desta semana entramos em modo "férias grandes" (que é como quem diz duas semanas), desta vez bastante caseiras.
Mas voltando a Itália para darmos o assunto por encerrado, como disse no post anterior, no primeiro dia fizemos um passeio de barco que acabou na terra mais distante (Monterosso) e o segundo dia foi dividido em três terras. A segunda delas foi Manarola, onde almoçámos e demos um pequeno passeio.
Vou agora confessar um pormenor que me esqueci de mencionar no post anterior: as minhas expetativas para conhecer as Cinque Terre estavam mesmo muito elevadas, mas não foram amor à primeira vista. Talvez por termos feito aquele passeio de barco que deixou um pouco a desejar, foi só no segundo dia que fiquei mesmo encantada com estas terriolas. Gostei muito de Riomaggiore, e adorei Manarola e Vernazza (as duas últimas que visitámos).


A meio da tarde, apanhámos o comboio rumo a Vernazza, que me arrisco a dizer (com muitas dúvidas entre esta e Manarola) que foi a minha terra favorita (das quatro que visitámos).
Lá chegados, parámos para um mergulho (a zona de praia digna do nome é minúscula, mas há pessoas espalhadas por toda a baía não só a apanhar sol como a nadar, e foi o que fizemos). A água não estava super limpa (até porque estão lá vários barcos parados), mas com o calor que estava soube mesmo bem refrescar.





Mergulho dado, andámos a passear por Vernazza à procura das melhores vistas. E que vistas mais espetaculares nós encontrámos!






Subimos à torre do castelo Doria (a entrada custa 1,5€), que tem (mais uma) vista espetacular sobre Vernazza.
E acabámos a nossa passagem por Vernazza a jantar num restaurante numa encosta cujo nome não me recordo (fica a caminho do castelo, pouco antes), com uma vista incrível sobre o mar, um risotto de frutos do mar acompanhado de vinho branco (mas com um atendimento que deixou um pouco a desejar). 
Toda os sítios onde passámos durante esta semana foram incríveis, mas este último dia nas Cinque Terre foi mesmo, mesmo especial.
Regressámos uma semana depois de termos chegado, do aeroporto de Pisa (para onde fomos na manhã de terça, depois de termos passado a noite em La Spezia). Chegámos ao aeroporto com receio de não deixarem o senhor namorado embarcar sem o cartão de cidadão (que tinha ficado algures em Florença, para quem não leu o post sobre o assunto), mas só lhe pediram a declaração da polícia para o deixarem entrar no avião...que alívio!
Espero que tenham gostado desta pequena viagem a Itália aqui pelo blogue. A minha (nossa) foi maravilhosa.


[Se houver algum assunto específico que eu não tenha referido e que tenham curiosidade em saber, estejam à vontade para perguntar, sim?]

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Uma espécie de lua de mel - Cinque Terre (parte I)

Depois de dois dias inteiros passados em Florença, no domingo de manhã tomámos o pequeno-almoço e seguimos logo rumo a La Spezia. As Cinque Terre são, como o nome indica, cinco terras pequenas que ficam todas junto ao mar. São de difícil acesso de carro e têm pouco alojamento, pelo que decidimos ficar a dormir em La Spezia e fazer as viagens para as terras de comboio (uma viagem custa 4€ se não me engano, e há bilhete diário a 15€. A distância entre La Spezia e a primeira terra não é muita - acho que são uns 15km e à volta de 15 minutos, e as restantes terras são todas perto umas das outras. Até dá para fazer o caminho entre as terras a pé, por um percurso à beira mar bem apetecível, mas nós apanhámos praticamente todos os acessos entre as terras fechados, pelo que tivemos de fazer tudo de comboio).
No primeiro dia fomos deixar as malas ao apartamento (espetacular!) que reservámos pelo booking, almoçámos em La Spezia, e decidimos apanhar o barco que passa por todas as ilhas, saindo na última. No caminho ainda parámos em Portovenere. Não me recordo quanto custou a viagem de barco (é o que dá estar a escrever sobre a viagem um mês depois de a ter feito e andar com memória de ervilha, mas acho que foi à volta de 20€ por pessoa, só um sentido) mas apesar de estar à espera que fosse mais caro não voltaria a fazê-la, porque não dá uma grande perspetiva da maioria das terras (que estão escondidas dentro das encostas).

Paragem em Portovenere, a caminho das Cinque Terre.

Riomaggiore vista do mar.



Fizemos o passeio de barco até à última das terras - Monterosso al Mare - e passámos lá o final da tarde, com tempo para um mergulho e para comer uma pizza com vista para o mar. A temperatura da água é fantástica (parecida à da Madeira, para quem conhece) mas as praias não têm praticamente areia. Em Monterosso têm seixos pequenos (e ligeiramente dolorosos nos pés) e a grande maioria das praias é paga (nós, como chegámos ao final da tarde, conseguimos não pagar). Monterosso, das quatro terras que vimos, é a menos pitoresca. Como chegámos tarde e estávamos sedentos de mar depois de dias de calor extremo, ficámos só pela praia e nem passeámos.
No nosso segundo dia, decidimos então apanhar o comboio e dividimos o nosso dia por três terras: a primeira foi Riomaggiore.





Uma espécie de Câmara de Lobos italiana (para quem não conhece, é uma cidade madeirense).



[continua]

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Uma espécie de lua de mel - Florença

Chegámos a Florença ao final da tarde do nosso terceiro dia de viagem, vindos de Siena. 
Uma coisa que nos aconteceu nos vários sítios onde ficámos alojados, por serem todos relativamente pequenos (ao estilo Bread&Breakfast) era o horário do check-in ser mais limitativo do que num hotel. Em todos eles conseguimos marcar encontro sem problema para nos receberem fora do horário comum, mas no de Florença tinham a particularidade de cobrar 25€ para fazer o check-in fora do horário normal (que acabava às 18h ou às 18h30, já não me recordo exatamente). Mas nós lá conseguimos chegar antes disso e poupar esse dinheiro.
Outra coisa que nos aconteceu neste alojamento, e que eu continuo sem perceber como, foi termos de partilhar casa de banho com mais dois ou três quartos (sendo que por opção nunca escolheria tal coisa, a não ser que a diferença de preços fosse astronómica, mas mesmo assim preferia procurar outro sítio para ficar). E eu até era capaz de jurar que selecionei esta característica nas pesquisas que fiz no Booking, mas o facto é que quando fui confirmar a reserva lá estava um "wc partilhado". Nãooooooo! E logo no sítio onde íamos ficar mais tempo (três noites). Mas lá sobrevivemos...a custo (eu mais que o senhor namorado), mas sobrevivemos.
E depois desta parte logística, passemos aos passeios.





Depois de um passeio pelo centro na manhã sexta, decidimos ir comprar bilhetes para subir ao Duomo,e foi na bilheteira que nos apercebemos que o nosso cartão de crédito e o cartão de cidadão do senhor namorado, que ele tinha num bolso lateral da mochila da máquina fotográfica, tinham-se eclipsado. Começámos a pensar e pouco tempo antes o senhor namorado tinha sido abordado por um daqueles homenzitos que andam pela rua a vender bugigangas e, coração mole como é (e esta é uma das características dele que mas me comovem) decidiu dar conversa ao senhor e ainda comprou duas pulseiras (tão feiínhas, senhores) ao homem por 5€. Enquanto isso, eu aguardava impacientemente e ia deitando o olho a umas lojinhas de souvenirs. Não sabemos se terá sido efetivamente nessa altura que os cartões do senhor namorado decidiram "desaparecer misteriosamente" da mala dele, mas é o mais provável...e se for o caso (nunca saberemos com certeza) é muito triste pensar que foi num momento em que ele decidiu ser caridoso e ajudar o homenzinho que foi brindado com uma situação daquelas. Mas adiante, fomos à polícia pedir uma declaração do sucedido, pedimos logo a anulação do cartão de crédito e usámos apenas o cartão multibanco no resto da viagem. Enquanto isso, o senhor namorado contactou também a embaixada portuguesa por telefone (é em Roma) e não lhe garantiram que a declaração da polícia seria suficiente para o deixarem regressar no avião de volta a Lisboa (se não deixassem ele teria que ir à embaixada...a Roma), pelo que o regresso dele foi toda uma incógnita até ao último minuto.
Resolvido este incidente mais chato, voltámos a ativar o modo turista e subimos ao campanário (já só havia vagas para subir ao Duomo no dia seguinte) [o bilhete dá para visitar o Duomo, Campanário, Museu, Basílica e custa 15€). A vista lá de cima é brutal.





O Duomo, visto do Campanário.






No dia seguinte subimos ao Duomo porque tínhamos a visita marcada, mas honestamente acho que basta subir a um dos dois, que acaba por se ver praticamente a mesma coisa.


E a Basílica vista de noite.


Almoço - bem bom - no Mercado Central.


Um programa que fizemos ao final da tarde de sexta e sábado, e que é absolutamente brutal, foi assistir ao pôr-do-sol na Piazza Michelangelo, que tem uma vista fenomenal sobre a cidade, com as montanhas ao fundo. Oh cenário maravilhoso, e com o céu dominado pelas cores do final do dia então fica só perfeito.



Porque o tempo era escasso (e porque eu já conhecia os museus principais e o senhor namorado não fez questão de visitá-los), acabámos por passar os dias mais pela rua do que em museus. E não tivesse sido o calor a roçar o insuportável e o incidente dos cartões desaparecidos, e tinha sido quase perfeito.
Florença é uma cidade maravilhosa.


[continua]


quarta-feira, 5 de julho de 2017

Uma espécie de lua de mel - Siena

Chegámos a Siena ao final da tarde de quarta-feira, a tempo de jantar e dar um passeio a pé pela cidade. Eu já tinha estado naquela cidade há muitos anos mas só me lembrava praticamente da praça principal, pelo que voltei a encantar-me com tudo como se fosse a primeira vez. 
Siena é uma cidade medieval super encantadora: desde as ruelas, aos edifícios e ainda às paisagens toscanas que se conseguem ver em alguns pontos da cidade. Adorei tudo.

Uma das perspetivas da cidade, vista de fora.


Os arredores.



A famosa Piazza del Campo (onde fazem as corridas de cavalo).




Tive um episódio engraçado com este vestido, que usei neste dia. Ao que parece, o dito foi um sucesso de vendas (já o vi noutras pessoas pelo menos umas quatro vezes, e no dia em que o levei para o trabalho pela primeira vez elogiaram-mo várias vezes, sem exagero) mas neste dia consegui ir almoçar a um restaurante onde estava uma senhora a usar o mesmo vestido. Eu estava a entrar no restaurante e ela a sair, olhámos uma para a outra e começámos a rir =).


Cenários adoráveis.


A catedral também é maravilhosa (a entrada custa 5€).

Começámos a visita à cidade por volta das 10h da manhã e a meio da tarde estávamos prontos para pegar no carro e seguir rumo à paragem seguinte: Florença (a quase 80 km de distância).


[Continua. A primeira parte da viagem está aqui e a segunda parte aqui.]

terça-feira, 4 de julho de 2017

Update

Estou numa fase da minha vida em que o blogue não faz muito sentido. Não porque não tenha nada para dizer (soubessem vocês a quantidade de rascunhos que tenho escrito e que não vêem a luz do dia), mas porque os assuntos que têm dominado os meus pensamentos na maior parte do tempo respeitam a questões demasiado pessoais que não me apetece partilhar por aqui.
Tenciono acabar o relato da minha viagem a Itália, mas de resto não prometo novidades para os próximos tempos. Espero que compreendam e que não deixem de estar desse lado. Porque eu vou mas volto. Está prometido.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Uma espécie de lua de mel - San Gimignano

Perguntaram-me no último post acerca da melhor forma de transporte entre as várias cidades que visitámos. Honestamente não sei o preço das viagens de comboio, porque a nossa preferência sempre foi alugar um carro, e quando vimos que o aluguer de um, por uma semana, ficaria a 105€ (mais preço da gasolina que gastámos, claro, que no caso foi quase um tanque e custou-nos uns 55€) a opção ficou logo tomada: alugaríamos carro logo no aeroporto (tendo em conta que dormimos em 4 cidades diferentes durante a semana, é muito mais prático andar de carro do que andar de mala às costas). Já dentro das cidades fizemos tudo a pé (à exceção das Cinque Terre, depois falarei disso). Quanto ao estacionamento nas cidades, o que fizemos foi filtrar a pesquisa de hotéis no booking para só aparecer os que tinham estacionamento para evitar andar a pagar balúrdios com isso (se bem que o de Florença cobrava 15€ por dia - "pormenor" que nos escapou quando fizemos a reserva - e como estávamos numa rua muito pacata fora do centro arriscámos e deixámos o carro na rua e correu bem).
Tratado o assunto do transporte, passemos a San Gimignano, a segunda paragem da nossa viagem. Depois de termos passado a manhã em Pisa, agarrámos no carro depois do almoço e seguimos para lá (a distância entre as duas cidades é de 70 e muitos quilómetros).
San Gimignano é uma cidadezita medieval que vale mesmo a pena conhecer. Não é grande, vê-se em meio dia. Não conhecia e fiquei encantada, recomendo muito a visita.




A chegada a San Gimignano (debaixo dum calor abrasador, como aliás praticamente em toda a viagem).




Paisagens tipicamente toscanas (e maravilhosas).





Ao final da tarde seguimos para Siena (a uns 50km de distância), onde passámos essa noite e o dia seguinte.

[continua]