quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Fui a Viena e já voltei

Viena foi um misto de emoções. Quanto à cidade propriamente dita, gostei mesmo muito. Em termos de experiência, tivemos alguns episódios poucos simpáticos com habitantes locais (mas também apanhámos gente simpática...não muita, mas apanhámos) . E quanto à comida tradicional, eu não ia à espera de gostar, porque carnes panadas (o famoso schnitzel), salsichas e carne vermelha em geral não são propriamente os meus pratos preferidos, mas sendo eu uma lambona assumida, fico sempre com alguma pena quando não sou capaz de apreciar a gastronomia de qualquer sítio onde vá.
Ficaram alguns sítios por visitar (um deles um pouco escandaloso: não fomos ao palácio Schonbrunn - antiga residência de verão da família imperial) e muitas fotos por tirar (minhas principalmente, já que não me apetecia estar sempre a chatear as minhas amigas - que praticamente nunca querem fotos de si próprias - a pedir fotos e mais fotos), pelo que motivos não me faltarão para voltar a Viena num futuro próximo.
Ficámos hospedadas durante o fim-de-semana num apartamento destes, que nos pareceu ter uma boa relação qualidade preço (ficámos num estúdio com 3 camas por 50€ por noite, mas depois da reserva feita vimos que a taxa de limpeza, cobrada à parte, era quase o valor de uma noite - 45€). Depois de lá ter estado, diria que são capazes de conseguir alojamento com melhor localização (este ainda fica longe do metro) a preços semelhantes.
Chegámos a Viena ao início da tarde de sábado (depois de a Tap nos ter brindado com um atraso jeitoso) a tempo de fazer um Free walking tour pelo centro da cidade ao final da tarde (é o segundo passeio do género que faço e acho que vale mesmo muito a pena. foram quase duas horas a passear por alguns dos principais pontos turísticos da cidade, com direito a explicações muito interessantes, e no fim pagamos o valor que nos apetecer - nós demos 10€ cada uma).
O domingo começou com uma visita a um complexo habitacional que eu queria muito conhecer, da autoria do arquiteto Hundertwasser. Os prédios são super originais e pensados ao pormenor (até as casas de banho têm o toque bastante evidente do arquiteto). Adorei a visita e recomendo muito.













Quando eu digo que é tudo pensado ao pormenor...refiro-me mesmo a tudo, como podem ver.

Depois de um almoço tipicamente austríaco (as voltas que eu dei àquele menu à procura de algo que me fosse minimamente apelativo...sem sucesso) passámos pelos jardins do Palácio Belvedere (como o tempo era escasso decidimos limitar ao máximo as visitas a espaços interiores), que são enormes e valem a visita.




[A segunda (e provavelmente também última) parte da viagem a Viena fica para um segundo post.]

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Pequeno update aos leitores queridos


Não há maneira de eu recuperar a vontade de escrever por aqui. Sumiu para parte incerta e nunca mais deu notícias.
A bem dizer, também não se tem passado nada de particularmente entusiasmante com a minha vida, portanto não se pode dizer que andam a perder grande coisa. Anyway, vamos lá fazer um pequeno ponto de situação para vos atualizar sobre como anda esta minha vidinha nos últimos tempos (ou grande parte dela, pelo menos).
Desde que regressei a Lisboa que estou no apartamento onde vivi durante os tempos de faculdade, apartamento esse que está cheio de inutilidades que lá habitam (literalmente) há décadas e das quais ando a tentar desfazer-me para dar um ar mais moderno e apetecível à coisa, e a redecorar certas divisões da casa, trabalho esse que vai durar algum tempo mas que me está a dar um prazer desgraçado (ando viciada em livrar-me de tralha inútil. antes guardava tudo, agora apetece-me mandar tudo para parte incerta...e a bem dizer, isto não se aplica só às tralhas lá de casa).
Nos entretantos também diz que é altura de voltar a estudar, já que há o primeiro exame de progressão na carreira para breve (e eu, ave rara me confesso, estava com saudades de estudar).
E amanhã dou início à minha segunda viagem de trabalho da vida profissional. Vou ter um workshop em Viena durante a semana (a começar na terça feira) e, nos três dias antes, vou andar a passear alegremente pela cidade acompanhada por duas colegas e amigas do coração.
E é isto, minha gente. Considerem-se informados. Fiquem bem e até qualquer dia, sim?

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Fim-de-semana

Estou para cá vir dar-vos um pequeno update (muito pouco interessante, aviso já) sobre as últimas semanas. Mas enquanto isso não acontece, aqui fica um registo fotográfico de um fim-de-semana de verão calminho mas muito bem passado.

Início de sábado no Choupana Caffé.

Leituras de verão numa bela tarde de praia.

Fomos conhecer a Hamburgueria do Bairro, no Restelo. Gostei bastante.

E depois houve passeio pelo meu lugar favorito de Lisboa.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Eu, maluquinha das promoções, me confesso

Eu tenho imensa roupa, é um facto. E adoro comprar roupa, é outro facto. Mas, consciente do primeiro facto, tenho tentado andar mais contida e, quando compro, tento comprar coisas que preciso mesmo (nas raras vezes em que preciso mesmo de alguma coisa) ou então as belas das pechinchas dos saldos a que tenho muita dificuldade em resistir. Vou guardando as minhas peças favoritas no site da Mango (o da minha perdição) e se e quando ficarem com preços bastante apetecíveis e disponíveis no meu tamanho, lá as compro. Outra vantagem que vejo em comprar online na Mango é que eles têm imensas peças que acabo por nunca ver nas lojas, pelo que a probabilidade de encontrar alguém vestida igual a mim quando compro essas peças é muito pouca (tenho umas colegas que costumam elogiar o meu "olho para a coisa, quando lhes digo que muitos dos vestidos que uso foram comprados online sem nunca os ter visto ao vivo antes. O que elas não vêem são todos os que se revelam grandes desilusões, mas também as devoluções são gratuitas portanto não é coisa que me tire o sono).
Nesta coleção foi preciso chegar aos saldos de agosto para (re)aparecer qualquer coisa de interessante no meu tamanho, pelo que estava tudo a preços mais do que apetecíveis. 
Até aos saldos, só tinha comprado uma peça de roupa nesta coleção (o vestido que estou a usar aqui). Mas este mês arranjei umas pechinchas bem jeitosas (tudo, no mínimo, com 50% de desconto).

Vestidos nunca são demais. E quando estão a menos de 10€ muito menos são.

Passei anos sem gostar de azul claro, mas isso mudou há uns meses. E este top é tãoooo fofinho!


Mais umas leggins de desporto para fazer companhia às outras 500 (em minha defesa, treino 5 vezes por semana...).

O top.

Pois que já tinha este vestido noutro padrão, mas gosto tanto dele (e gosto tanto de riscas) e ele apareceu-me no meu tamanho a 5,99€ e não deu para resistir.

E os calções mais lindos.



Estava com falta de pijamas de verão, e estes são mega fofinhos.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

10 factos aleatórios (não necessariamente interessantes) sobre esta que vos escreve


[Com uma foto tirada no Porto, no ano passado, a ilustrar]

1. Tenho dois irmãos.
2. Tenho um olfato muito apurado. Para o bom e para o mau, cheiro muitas coisas que mais ninguém sente, ou sou a primeira a me aperceber de certos cheiros.
3. Sou (psicologicamente) incapaz de conduzir carros que não sejam automáticos. Tirei a carta num carro de mudanças manuais, sei conduzi-los, mas apesar de não ter tido nenhuma experiência traumática tenho uma aversão a fazer subidas e pontos de embraiagem com um carro normal. Quem me tira o meu smart com caixa automática, tira-me (quase) tudo.
4. Sempre tive boas notas em todas as disciplinas, exceto Educação Física e Educação Visual.
5. A primeira impressão que passo é a de que sou uma pessoa calma, mas sou o ser humano mais stressado e ansioso do planeta.
6. Estou sempre a mexer no cabelo. Quanto estou ansiosa então nem se fala.
7. Tenho uma dificuldade imensa em dizer "não" seja a quem for, peçam o que pedirem (é um problema grande, é).
8. Sou muito feminina e vaidosa a vestir-me e arranjar-me, mas não percebo nada (mas mesmo nada) de maquilhagem. 
9. Prezo muito a gratidão. Estou sempre a agradecer por tudo e por nada, e fico mesmo chateada quando faço alguma coisa por alguém e não me agradecem (boa pessoa mas nem tanto).
10. Principalmente por uma questão de saúde (mas também já gostei mais do que agora) não cozinho carne vermelha em casa e (salvo raras exceções) não a peço quando vou a restaurantes. Mas se for a casa de alguém como-a sem problemas.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Da segunda parte das férias - Mértola e a (fantástica) Casa dos Castelejos

Depois de termos passado a noite na Casa da Ermida de Santa Catarina, na zona de Elvas, rumámos a sul (com direito a passagem por Espanha) e fomos passear a Mértola. Estavam uns belos 41ºC, mas nem por isso deixámos de fazer um passeio a pé pela cidade, que é muito gira.



Ao final da tarde fomos então em direção ao nosso próximo alojamento, que ficava na zona de castro Verde (a uns 20km de Mértola): a Casa dos Castelejos. Começo por dizer que as fotos do booking (e as minhas também) não conseguem fazer jus à beleza e paz que aquele sítio transmite.
Para começar, fomos recebidos por um casal (com pena minha não sei o nome dos senhores) que administra o alojamento e que é duma simpatia extrema. Depois tivemos o privilégio de ficar numa de duas casa do alojamento (são duas casinhas de alojamento, e uma com a receção e bar) que, apesar de ter várias quartos, estava por nossa conta nessa noite (pelo que não tínhamos só o quarto como uma sala enorme, toda envidraçada, com uma vista maravilhosa para a herdade, tudo só para nós).

O nosso quarto.


O jardim que está em frente à zona da piscina.



Vistas que transmitem paz e serenidade.


À noite, não nos apeteceu fazer 20km para ir jantar, e então decidimos ficar pela esplanada do bar da Herdade onde comemos umas tostas, acompanhadas de uma bela tábua de queijos e de um vinho branco espetacular (que o senhor muito amavelmente abriu de propósito para mim, que só queria um copo). O anoitecer por aqui, entre petiscos, música muito zen, o "som" da natureza e um céu maravilhoso foi uma experiência memorável. Estava ali a desfrutar daquela noite e a pensar que me ia lembrar daquele momento muitas vezes ao longo dos próximos tempos (e confere, volta e meia penso nisso). Não me dou bem muito tempo neste tipo de ambiente (o stress da cidade é uma espécie de combustível para mim) mas esta noite foi mesmo maravilhosa. Foi, sem dúvida, o melhor momento destas mini férias alentejanas.

Esta é a casa da receção e bar.










Fiquei mesmo apaixonada por este sítio, e cheia de vontade de lá voltar.
O resto das férias foi muito mais banal, em modo praia na zona de Aljezur, num alojamento bem menos especial, pelo que o relato das férias fica por aqui. Para quem tiver vontade de conhecer recantos especiais no interior deste nosso país maravilhoso, apontem estes dois: Casa da Ermida de Santa Catarina e Casa dos Castelejos. Não se vão arrepender =).

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Cansaço


Costumo dizer em jeito de brincadeira que com tudo o que esta minha cabeça tem para resolver, só deixo de ir à psicóloga lá para 2020 (mas não sei se estarei tão longe da verdade quanto isso).
Nunca fui pessoa muito orgulhosa de sis própria e dos seus feitos, mas ultimamente dou por mim bastante triste e desiludida comigo mesma. Não faço mal a ninguém (pelo menos não intencionalmente), acho que me pauto pelos valores certos, mas estou desiludida com o rumo que ando a dar à minha vida. Com este comodismo e medo de arriscar que teima em apoderar-se de mim de forma avassaladora. Com a minha capacidade de fazer tempestades em copos de água. E com este sofrimento que permito que me consuma mesmo antes das situações acontecerem, e que muitas vezes (na maior parte delas, para não dizer mesmo todas) acaba por ser tão maior do que aquele por que passo quando as situações acontecem efetivamente (e sofrer por antecipação é tão, tão estúpido).
Estou cansada que a vida me dê todos os ingredientes para ser (muito provavelmente) mais feliz e eu continue em teimar em ter medo de arriscar. Tão cansada.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Leituras

Quatro livros em menos de dois meses, temos avanços!


"Afirma Pereira" é a história solitária de um velho jornalista, passada na época da ditadura salazarista. Apesar do tom melancólico e da temática, lê-se muito bem (e rapidamente, fi-lo nas viagens de avião de ida e volta a Itália, em junho).


"História da menina perdida" é o quarto livro da tetralogia "A amiga genial", da Elena Ferrante. Apesar de não ter adorado o primeiro livro da tetralogia, depois fui-me afeiçoando às personagens (numa espécie de amor-ódio com algumas) e a cada volume a vontade de conhecer o desenrolar da história foi aumentando. Apesar de os finais pouco definidos me chatearem sempre um bocadinho (tanto tempo à espera  de certas respostas e no fim não as temos?!), gostei muito deste quarto volume e da tetralogia.


Peguei neste "Viver depois de ti" com algum receio de me deparar com o belo do cliché das histórias de amor. E apesar de a história ter o seu quê de clichê (que tem), cheguei ao final do livro lavada em lágrimas, que é (para quem não sabe) fator determinante para qualquer livro ou filme ser automaticamente merecedor de cinco estrelas da minha parte. É uma história comovente que nos faz refletir, nomeadamente no rumo que damos à nossa vida.


Estava na Madeira "órfã" de livro depois de ter acabado o "Viver depois de ti" mais depressa do que esperava e fui à biblioteca dos pais. Encontrei este "As loucuras de Brooklyn", do Paul Auster, que conta a história duma família americana e das pessoas que partilham com eles o dia-a-dia, cada uma com as suas peculiaridades. Não tendo sido fascinante, foi uma leitura agradável.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Da segunda parte das férias - Casa da Ermida de Santa Catarina

Este ano, ao contrário do costume, as viagens têm sido marcadas todas em cima da hora. Desta vez, com duas semanas de antecedência, tinha apenas a viagem de 10 dias à Madeira planeada, e como queria tirar os 10 dias úteis seguidos obrigatórios de férias junto com essa viagem, pensei em rumar a sul por uns dias mas longe da confusão do Algarve. Pus-me à procura de alojamentos pitorescos no meio do nada (e que permitissem um mergulho nas redondezas), e surgiram algumas opções bem tentadoras. Uma delas foi a Casa da Ermida de Santa Catarina, em Santa Eulália (Beja), perto da fronteira com Espanha. Numa palavra: espetacular! Desde toda a decoração pensada ao pormenor, à sala que tem uma parede de vidro com vista linda para um lago, os quartos também estão muito bem decorados, e as casas de banho são das mais originais (e giras) que já vi. Como se não bastasse, os anfitriões são super simpáticos e solícitos. E na rua, de frente para o lago, há camas de baloiço. O que é que se pode pedir mais?
Passámos o final da tarde entre mergulhos no lago (dispensava-se os bicho que se colavam ao nossos pés, mas é só) e leituras nas camas de baloiço e ao jantar, fomos a São Vicente (a uns 15km da casa), ao restaurante Pompílio, comer um arroz de lebre acompanhado de um vinho tinto da região...meus amigos, que manjar dos deuses!
 Ficam as fotos deste sítio maravilhoso, que eu recomendo vivamente a quem tenha oportunidade de visitar.


Uma parte a sala.

A casa de banho do nosso quarto. Adorei!