sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Coisa mais gira


Quero um destes lá para casa. 
[O senhor meu namorado não aprecia quadros (ou qualquer outro item decorativo) com mensagens (já vos disse que somos como água e azeite no que toca a decoração?) mas isso agora não interessa nada :)]


Este é daqui, mas se alguém já tiver visto um quadro do género com a mesma mensagem numa loja de preferência no Porto é avisar que a menina agradece, sim?

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Mais uns desabafos pós dia de trabalho em Lisboa

A nível de trabalho, a mudança de Lisboa para o Porto fez com que eu tenha vindo para longe de quase toda a minha equipa (que continua por lá, no mesmo sítio), e estando eu numa área bastante complexa que ainda por cima não é a da minha área de formação, torna-se ainda mais complicado estar a trabalhar isolada. É verdade que estou à distância de um telefonema ou email, mas eu sempre fui avessa a incomodar as pessoas, acho sempre que as minhas dúvidas não são dignas de tirar tempo seja a quem for (sou pessoa que abomina incomodar os outros, seja para o que for, tenho quase uma obsessão doentia com isto), e se tiver alguém na secretária ao lado (como tinha em Lisboa, a minha querida Ana que é um 3 em 1 - amiga, colega de equipa e companheira de corrida - que me faz uma falta desgraçada) até me dou ao trabalho de perguntar, mas quando tenho que estar a telefonar a coisa muda de figura (pode ser parvo, mas sou assim).
Ontem tive uma reunião de equipa em Lisboa, e foi tão, tão bom estar mais de duas horas a conversar, partilhar e resolver dúvidas e outras questões sobre trabalho com colegas que estão dentro do assunto. Saí da reunião com um misto de felicidade por aquelas duas horas que foram tão proveitosas, e de frustração por ter aquelas pessoas tão longe de mim na grande maioria dos dias.


Outro aspeto em que a mudança para o Porto também não foi para melhor foi nas vezes que vejo o meu pai. Como saberão os que me lêem, eu sou madeirense e tenho a minha família quase toda na Madeira. Mas o meu pai vai muitas vezes a Lisboa em trabalho. Ontem ele também lá esteve, e tínhamos combinado que ele me ia dar um beijinho à hora de almoço (e matar um milésimo das saudades acumuladas de dois meses). Ele atrasou-se e isso já não aconteceu. Estivesse eu ainda a viver em Lisboa e isto não teria sido minimamente problemático, porque íamos jantar juntos ao final do dia. Mas com o último comboio de regresso a horas decentes às 20h, isso tornou-se impossível. E pronto, toca de esperar mais um mês praticamente para abraçar o meu rico paizinho.
As viagens de regresso ao Porto são muitas vezes feitas entre lágrimas silenciosas (pelo menos a primeira meia hora) enquanto ouço música e me despeço de Lisboa através do vidro e me pergunto se algum dia vou conseguir deixar de sentir aquela cidade como a minha cidade. Ontem - depois de uma tarde de trabalho produtiva e de não ter conseguido dar um beijo ao meu pai - não foi exceção.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Da (falta de) honestidade


Aquele momento que te fazem aquela pergunta - sempre agradável de se responder - do "Que idade é que me dás?" e tu, com medo de dar um tiro completamente ao lado (para mais) e ferir suscetibilidades, subtrais cinco anos à tua resposta verdadeira.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Fim-de-semana

Mais um fim-de-semana de verão tão bom (e o último, ao que parece, mas espero que só no calendário porque eu ainda não estou preparada para receber o outono).

Sábado foi dia de ir conhecer mais uma hamburgueria, a Dona Maria Pregaria. Gostámos muito do atendimento, dos hambúrgueres e da batata frita (eu que não sou fã de batata frita, achei esta mesmo boa) mas as limonadas que pedimos (uma de laranja e outra de maracujá) sabiam a sumo de pacote. E o atendimento foi um bocado lento. Para sobremesa, a par das normais, tinham versões miniatura, ideia que achei espetacular (não sei como é que não há mais restaurantes a adotar esta ideia) e comemos cada um uma.

À noite houve sessão de cinema caseira: vimos o Eye in the sky (Decisão de risco), um drama sobre terrorismo. O filme é muito, muito bom. Passamos mais de metade do tempo do filme com a respiração em suspenso e o coração acelerado, de tão emocionante que é a história. Recomendo mesmo.

No domingo tínhamos um Mini Maratona marcada para fazer em modo caminhada com algum pessoal do trabalho. Ainda ponderei inscrever-me na Meia, mas não tenho treinado (o máximo que corri nos últimos meses foram 11 km) e não tinha companhia (a minha companheira de todas as distâncias está em Lisboa, snif) e então lá decidi ir caminhar com o pessoal. Para dificultar um bocadinho o desafio, decidimos deixar o carro em casa e fazer o trajeto até à partida (4,5 km) e da meta até casa (5,5 km) a correr. E assim fizemos. Na foto de cima já tínhamos feito o nosso aquecimento de 4,5 km em modo corrida.


E o que dizer da sensação de fazer uma caminhada depois de já ter estado mais de uma vez do lado da Meia Maratona? Não foi boa, não senhor, tenho que admitir. Primeiro, porque íamos em modo mega lento e eu até gosto de caminhar, mas é em passo acelerado. Depois foi aquela sensação de chegar à meta depois de 6 km (e 1h38m!!) e olhar para o lado e ver o pessoal dos 21km a chegar...foi frustrante. O passeio foi giro, a companhia era boa, mas eu gosto mesmo é de correr, dar o litro. Acho que estou a precisar de repetir o desafio dos 21 km, essa é que é essa.

Depois de uma manhã de céu aberto e vento fraco no Porto, achámos que podia estar o mesmo tempo na praia (a esperança é a última a morrer). Pois que não estava. Ainda nos abrigámos bem ao pé de umas rochas, mas não, não estava agradável. 

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Constatações de final de semana (de trabalho)


As semanas em que não vou a Lisboa (como foi o caso desta) são sempre aquelas em que me sinto melhor, em termos emocionais. É quase como se Lisboa fosse uma espécie de ex namorado por quem ainda tenho sentimentos demasiado fortes para voltar a relacionar-me com ele sem antes fazer o meu "luto". E, tal como com o tal do ex namorado, de cada vez que estamos juntas é muito bom, mas depois regresso ao Porto e passo uns dias de porcaria. De todas as vezes.
Por mais que estas constatações me custem, são a mais pura das verdades.

[Quase seis meses depois da mudança ainda andamos assim. Está bonito, está.]

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Factos do mundo masculino


Quanto mais homens conheço, mais valor dou ao que tenho em casa.



[Ou de como não dá para não ficar chocada com aquele espécime casado que até aparece com a mulher na foto de perfil do Facebook, mas chega a ginásio e põe-se a mandar piropos à mulher dos outros. E sim, podem dizer-me que não sei o que é que anda a fazer o meu homem no ginásio - ou o que faria, se ainda frequentasse um. Mas eu conheci-o antes de ser meu namorado e ele pode ser muitas coisas, mas engatatão não é de todo o género dele (sabem lá vocês o trabalho que o homem me deu para se deixar conquistar!).]

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Dos fenómenos que nunca vou conseguir perceber


Sou benfiquista, mas raramente assisto aos jogos do Benfica (assistia em tempos, mas o entusiasmo durou pouco). Normalmente basta-me saber o resultado dos jogos. 
Ontem cheguei a casa do ginásio e vi que estávamos a ganhar ao Besiktas por 1-0. Mais tarde, estávamos a ver uma série na televisão quando ouvimos uma manifestação de alegria vinda do apartamento vizinho. Não me perguntem porquê, mas nem por um segundo me passou pela cabeça que essa manifestação viesse de um benfiquista. Mudei de canal e confirmei: tinha sido um anti-benfiquista a celebrar o golo sofrido pelo Benfica. [sim, também posso ter um vizinho turco e não sei, mas convenhamos que a probabilidade é pouca]
Eu nem sou daquelas pessoas que acha que os portugueses devem torcer pelos clubes portugueses nas competições internacionais. Acho que é mais do que legítimo que nos seja pura e simplesmente indiferente. Mas confesso que me faz muita confusão que haja pessoas que se dão ao trabalho de perder 90 minutos da sua preciosa vida para torcer por uma derrota por pura maldade (e o argumento de "faço porque quando é ao contrário os outros também fazem" é só infantil). Quando há tanta coisa gira e interessante que se pode fazer em 90 minutos. Mexe-me com os nervos, que é que se há de fazer? 



[Da mesma forma que me mexeria se fosse um benfiquista a fazer o mesmo com um jogo do Porto, podem ter certeza]

terça-feira, 13 de setembro de 2016

(Pancas de) finais de tarde de domingo

Adoro experimentar iguarias novas (apesar de, nos restaurantes onde vou com mais frequência, ter muita dificuldade em não pedir aquele prato que adoro e que já sei que não me vai falhar), adoro descobrir novas receitas, de preferência saudáveis e pouco trabalhosas que possa usar no dia-a-dia, e adoro enfiar-me na cozinha em experiências culinárias mas...só muito de vez em quando. Aos finais de tarde de domingo, para ser mais precisa. Experimentar coisas novas e saudáveis podia ser todos os dias (desde que não fosse eu a cozinhá-las), mas pôr mãos à obra para coisas mais elaboradas é coisa que normalmente só me apetece ao domingo, ali na altura entre o lanche e o jantar. Não me perguntem porquê, mas é a única altura da semana em que ponho o avental com gosto, e ponho-me a preparar a semana que aí vem.
Nós levamos almoço para o trabalho praticamente todos os dias, e como os nossos jantares são 95% das vezes desenrasques (e por desenrasque quero dizer que nunca cozinhamos nada elaborado para jantar, comemos uma sopa ou salada com uma sandes, ou um wrap com atum, ou uma omelete), é no almoço que elaboramos mais um pouco. Mesmo que ele seja para aquecer no microondas, cinco vezes por semana. E ao domingo costumamos deixar preparados os almoços até meio da semana.
No domingo passado estava especialmente entusiasmada, e fiquei mais de duas horas na cozinha. Para começar, fizemos a sopa do costume. Depois fiquei com a cozinha por minha conta e fiz iogurtes com crème marron, gelatina vegetal (a minha preferida), a minha primeira granola caseira (que ficou uma delícia, já agora, e que é tão fácil de fazer que só me apeteceu chamar nomes a mim própria por não fazer aquilo há mais tempo) e, para o almoço de ontem e amanhã, uma lasanha de frango e cogumelos.
Gosto de começar as semanas assim, com o frigorífico (e restante cozinha) recheados de comida boa e que nos alivie a carga de trabalho doméstico nos dias de trabalho.

Cá está a minha granola e um iogurte também feito por mim.

[Adenda: A pedido de algumas meninas, a receita da granola está na caixa de comentários.]

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Fim-de-semana

Que fim-de-semana tão preenchido e tão bom, este que passou.

No sábado, ao almoço, e porque a vontade de comer sushi era muita, fomos conhecer o Domo (um dos restaurantes que estava na minha longa lista de tudo o que quero experimentar no Porto). Fizemos marcação mas o restaurante estava vazio. Adorei a louça (acho que já a vi na Loja do Gato Preto e não me importava nada de ter um conjunto igual em casa), o peixe sabia mesmo a fresco, e era muito saboroso. Não é baratíssimo (pagámos 38€ por dois conjuntos de 16 peças mais um que devia ter umas 8, e duas limonadas), mas a verdade é que desconfio sempre quando o sushi é muito barato.

Decidimos ir comer a sobremesa à Cremosi, que nunca desilude. Os gelados lá são ótimos, mas os bolos não ficam nada atrás. Têm uma apresentação e sabor maravilhosos. 


Depois demos um saltinho aos jardins do Palácio de Cristal para fazer uma visita à Feira do Livro. O espaço está engraçado mas, talvez por eu estar habituada à feira de Lisboa, fiquei desiludida com a oferta (achei reduzida) e os descontos (na sua maioria bastante fraquinhos e havia poucas promoções do género "livro do dia" com um desconto maior). Conclusão: comprámos apenas o guia de Barcelona, para as próximas férias (ao mesmo preço a que o teríamos encontrado na Fnac, com os habituais 10% de desconto de cartão aderente).

Ao final da tarde ele fez-me companhia numa corrida à beira rio (e mar). O tempo estava perfeito para correr, nublado e fresquinho, fizemos 11 quilómetros que souberam mesmo, mesmo bem.


Ontem acordámos com vontade de fazer uma praiazita, programa que no Porto não estava muito apetecível: para além das temperaturas não estarem muito altas, estava nevoeiro na nossa zona. Fomos então almoçar a Braga e depois lá seguimos à procura duma praia fluvial. 
O senhor meu namorado tinha uma praia específica em mente, mas quando deu por ela estávamos num sítio que em lado nenhum estava indicado com praia fluvial, e que não era o que ele tinha planeado (em Vila Verde). A única desvantagem daquela praia era o facto de a água não ser muito funda (conseguimos molhar o corpo todo, mas para nadar era preciso algum cuidado para não bater no fundo), mas o facto de estar quase deserta foi maravilhoso. Depois de termos ido à água, deitámo-nos na toalha, com o som da natureza como pano de fundo (adoro o som da água a correr no rio), com uma temperatura ambiente espetacular, e fizemos uma daquelas sonecas mesmo boas. 
E ainda bem que aproveitámos, já que parece que esta semana já temos aí o outono em força, não é verdade?

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Nome(s) próprio(s)



Tenho dois nomes próprios (vamos imaginar que eles são Gelatina Maria - sendo que, na verdade, nenhum dos dois é tão comum como "Maria" ou "Ana", porque nesse caso a coisa até se resolvia facilmente). E sou conhecida pelos dois.
Em criança sempre preferi o segundo e era chamada por ele pelos familiares e amigos mais próximos (neste momento gosto dos dois, só não gosto muito deles juntos, mas adiante). Até que cheguei à escola e, ou porque havia mais 6 outras "Marias" na minha turma (true story), ou porque Gelatina era o primeiro nome (e é sempre complicado "fugir" do primeiro nome por mais que se queira), não me consegui livrar dele e passei a ser conhecida na escola por Gelatina. Isto continuou ao longo da minha vida, pelo que basicamente metade das pessoas me conhece por um nome, e metade pelo outro.
E esta bipolaridade de nomes próprios incomoda-me de tal forma ao ponto de, quando me apresento a alguém, ou quando vou fazer uma marcação algures e me perguntam o nome, eu hesito durante uns segundos (qual vítima de Alzheimer precoce que não se lembra do próprio nome) antes de "decidir" como é que me chamo para aqueles efeitos. E, no caso das marcações, também é particularmente giro quando chega ao dia e eu não me lembro que nome é que dei naquele caso específico. E é por isto que está mais do que decidido que os meus filhos só vão ter um nome próprio (a não ser que sejam meninas e pondero juntar um "Maria" ao nome "principal", porque nesses casos as pessoas acabam quase sempre por ser conhecidas pelo nome menos comum).

[Mais alguém por aí que viva um "drama" parecido ao meu, só assim para eu não me sentir tão sozinha? Ou conseguiram "aniquilar" completamente um dos nomes e usar apenas o outro?]

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Vaidades de Verão

Comprei o meu primeiro par de calças largo pela primeira vez no ano passado. Este, entretanto, já é o terceiro. Continuo a sentir-me pouco "eu" quando ando assim vestida, mas a verdade é que é do mais confortável que há no verão (pelo menos para trabalhar, em que a pessoa não pode ir propriamente como lhe apetece).

O preço inicial deste vestido era 35,99€. Encontrei-o há umas semanas por 12,99€ no site da Mango e foi amor à primeira vista. É preciso paciência para perder algum tempo a ver o site (parece que a roupa não tem fim), mas às vezes faz-se uns belos achados, principalmente no fim dos saldos.
[E estas sandálias da Fly que já têm mais de dez anos e continuam impecáveis?]

Este vestido junta duas coisas que adoro: o facto de ser rodado, e a cor (sou super fã de vermelho). Não me lembro se tem um ano ou já dois, mas continuo a gostar tanto dele como quando o comprei. Mais uma vez, da loja que mais me desgraça nos últimos anos, a Mango.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Aqueles momentos


Em que a razão te diz que está lá tudo o que precisas para ser feliz, e o coração teima em sentir-se incompleto.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Fim-de-semana

O senhor meu namorado foi a Lisboa em trabalho na sexta e aproveitou para ficar até sábado e ir à Costa matar saudades do mar (caso ainda não tenha mencionado o assunto - deve ter sido só umas 50 vezes - estamos a dar um bocadinho em malucos com este mar gelado do norte. e sim, o homem é nortenho, mas quatro anos de praia em Lisboa deixaram-no mal habituado). Ainda ponderei ir ter com ele e passarmos lá o fim-de-semana, mas lá me decidi a ficar por cá.
O sábado não foi um dia propriamente entusiasmante. Depois de 10 horas de sono (maravilha), fui ao gym fazer um treino de superiores (quem me viu e quem me vê com isto da musculação. estou mega curiosa com a avaliação física que vou fazer dentro de dias) e passei a tarde em modo limpezas e ronha, em casa. Ao final da tarde, e antes do senhor namorado chegar, e porque a zumba para mim é 1% desporto e 99% prazer, lá se deu uma estreia na minha vida: fui segunda vez ao ginásio, no mesmo dia.
O domingo foi dia de ir a Braga almoçar com a família do senhor namorado, e depois fomos a uma praia fluvial ali perto, em Adaúfe.





Não estava vento, estavam mais de 30ºC, e foi ma-ra-vi-lho-so! Não nadava desde julho, na Madeira, e as saudades eram monstras. A água estava longe de estar quente, mas bastante suportável. Estava ali e a perguntar-me ao senhor namorado porque é que já estamos em setembro e era a primeira vez que estávamos a fazer aquele programa, quando vamos a Braga tantas vezes. Mas espero ainda ir a tempo de remediar essa falha e voltar àquela praia este ano. Foi, sem dúvida, o melhor momento do meu fim-de-semana.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Criança grande


Às vezes (muitas) fico verdadeiramente preocupada comigo mesma. Com a minha vulnerabilidade. Com a minha capacidade de estar tão bem num dia e tão em baixo no dia seguinte, por motivos (aparentemente) insignificantes. Às vezes (muitas) fico mesmo triste (tão triste) comigo própria. Com as minhas dúvidas e indecisões. Com os meus medos e frustrações. A maioria dos quais não tem razão de ser, não fosse eu esta pessoa tão insegura e frágil.
Quase trinta anos de gente, e ainda tão criança para algumas (tantas) coisas.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Diferenças da (minha) vida a norte do país


Frequentei um ginásio durante quase 3 anos em Lisboa, era bastante assídua, e as únicas pessoas com quem trocava algumas palavras (que raramente iam para além dum "olá" e dum sorriso) eram dois ou três professores (aqueles que davam as aulas que eu fazia com mais frequência).
Estou no ginásio no Porto há quatro meses, e já troco "olás" e sorrisos com várias pessoas, já perco alguns minutos à conversa com outras, já tenho duas amizades no Facebook e até um "bilhete" me deixaram na porta do carro com direito a número de telefone (para quem não conhece a história, está aqui).
Continuo a sentir-me uma turista nesta cidade, mas no ginásio [retirando os momentos em que o meu "admirador" está a exercitar à minha frente e eu tenho que fingir que não sei quem ele é e que não me estou a sentir nem um bocadinho observada] já me sinto praticamente em casa.